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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Bailarina E O Soldado De Chumbo




De repente toda mágica se acabou


E na nossa casinha apertada


Tá faltando graça e tá sobrando espaço


Tô sobrando num sobrado sem ventilador
Vai dizer que nossas preces não alcançaram o céu?


Coração, que ainda vem me perguntar o que aconteceu


Conta se seu rosto por acaso ainda tem o gosto meu
Com duas conchas nas mãos,


Vem vestida de ouro e poeira


Falando de um jeito maneira


Da lua, da estrela e de um certo mal


Que agora acompanha teu dia


E pra minha poesia é o ponto final


É o ponto em que recomeço,


Recanto e despeço da magia que balança o mundo
Bailarina, soldado de chumbo


Bailarina, soldado de chumbo


Beijo e dor...


Bailarina, soldado de chumbo
Nossa casinha pequena


Parece vazia sem o teu balé


Sem teu café requentado


Soldado de chumbo não fica de pé
Nossa casinha vazia


Parece pequena sem o teu balé


Sem teu café requentado


Soldado de chumbo não fica de pé




[Teatro Magico]


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