Sinto uma vontade enorme de falar e não consigo descobrir sobre o que.
Gostaria de sussurrar minhas idéias malucas, minha duvidas eternas, minhas certezas momentânea, minhas crises diárias em um deslocamento de vento, fosse ao menos uma brisa, e que esses sussurros navegantes em ventos e pudessem carregar com eles boa parte do que lhes foi dito, pra bem longe, pra nunca mais ecoarem dentro de mim, ou pra perto, onde a pessoa certa pudesse me fazer ouvir.
Muito mais fácil seria GRITAR...
Gritar como se estivesse num grande vazio, onde o som ecoasse, e se repetissem tantas e tantas vezes que talvez minha mente entendesse, palavras estas, que sairiam como ferras enjauladas e famintas e desesperadas por sua segurança selvagem.
Ou talvez como um grito em meio a uma multidão...
Já gritei na multidão, você parece esta invisível, ninguém é capaz de ouvir, nem mesmo você. Sua garganta chora a dor do grito, é possível apenas sentir, e impossível reconhecer com exatidão as notas pronunciada nesse imenso vazio, chamado multidão.
É um desabafo em vão...
O desabafo em vão, é o que me lança a esses momentos de intensa reflexão, e nenhum resultado, nem mesmo as milhares de linhas que escrevo, a frente de um computador são capazes de descrever o que realmente me propus a dizer, por vezes penso ser inútil tentar, mas se o vento é incapaz de transportar meus sussurros, se o grito não liberta e nem se faz ouvir, eu temo que apenas as palavras mal escritas cheguem a algum lugar.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Mertiolate, Please!
Demorei pra começar a deixar cicatrizar feridas profundas que a tempos me ardiam a carne, feridas que alem de não secarem, volta e meia eu tornava a cutucar, e o pior é que cada vez mais fundo, como se enfiar o dedo na ferida e arrancar aquela casquinha pequena, de uma película frágil e que custara tanto a se formar, fosse me ajudar em alguma coisa, quanta burrice, será que ninguém nunca me falo que em cicatrizes a gente não mexe pra que ela feche e suma mais rápido?
Ok, talvez muitas pessoas tenham me falado, mas sabe como são as crianças, sempre esperam aquele machucado começar a melhorar pra rançar a casca, o motivo, não sei dizer! Assim fui eu por muito tempo, pra não dizer anos!
Retirando casquinha após casquinha, cutucando e aprofundando cada vez mais, uma ferida que com o tempo, deixara de ser curada naturalmente, para se tornar um problema crônico, quase incurável, sendo necessário, talvez quem sabe, recorrer ao triste e doloroso recurso de amputação, chegando ao ponto de se constatar que, sim!!! Melhor viver sem esse membro, sem essa parte, do que permanecer a prejudicar, algo que já caminha pra caso sem solução.
Entretanto, quando se chega ao ponto de não haver solução é que as coisas se ajeitam, pois, se não há solução, ora o que se vai fazer, o ideal e o natural, é que se encare o problema de frente, e deixe de procurar soluções e saídas, afinal não existe remédio, logo, remediado está, assim dizem os mais experientes, quem sou eu para questionar, tal argumento??
Então assim me encontro, me enquadro em um quadro de total readaptação, já conformando-me com a ausência dessa parte, desse “membro” que compunha minha vida, minha alma, meu corpo, e que por muito tempo, fizera parte integrante e fundamental, que me completava.
E mesmo nessa situação, á que se admitir! A vida, ela segue, seja sem um dedo, sem um braço, muitas vezes sem um rim, partes importantes de nosso corpo são retiradas, e a base de muito esforço seguimos a diante, e encontramos formas de viver... novas formas de viver!
O importante é adaptar-se a essa nova realidade, e entender que o que se foi, ou o que se teve, jamais ira voltar, afinal está longe se ser o Mcfly, em De Volta para o Futuro, e não podemos voltar no tempo e modificá-lo, para nós, mortais sofridos, apenas a opção de adaptação, seja ao que for.
Ok, talvez muitas pessoas tenham me falado, mas sabe como são as crianças, sempre esperam aquele machucado começar a melhorar pra rançar a casca, o motivo, não sei dizer! Assim fui eu por muito tempo, pra não dizer anos!
Retirando casquinha após casquinha, cutucando e aprofundando cada vez mais, uma ferida que com o tempo, deixara de ser curada naturalmente, para se tornar um problema crônico, quase incurável, sendo necessário, talvez quem sabe, recorrer ao triste e doloroso recurso de amputação, chegando ao ponto de se constatar que, sim!!! Melhor viver sem esse membro, sem essa parte, do que permanecer a prejudicar, algo que já caminha pra caso sem solução.
Entretanto, quando se chega ao ponto de não haver solução é que as coisas se ajeitam, pois, se não há solução, ora o que se vai fazer, o ideal e o natural, é que se encare o problema de frente, e deixe de procurar soluções e saídas, afinal não existe remédio, logo, remediado está, assim dizem os mais experientes, quem sou eu para questionar, tal argumento??
Então assim me encontro, me enquadro em um quadro de total readaptação, já conformando-me com a ausência dessa parte, desse “membro” que compunha minha vida, minha alma, meu corpo, e que por muito tempo, fizera parte integrante e fundamental, que me completava.
E mesmo nessa situação, á que se admitir! A vida, ela segue, seja sem um dedo, sem um braço, muitas vezes sem um rim, partes importantes de nosso corpo são retiradas, e a base de muito esforço seguimos a diante, e encontramos formas de viver... novas formas de viver!
O importante é adaptar-se a essa nova realidade, e entender que o que se foi, ou o que se teve, jamais ira voltar, afinal está longe se ser o Mcfly, em De Volta para o Futuro, e não podemos voltar no tempo e modificá-lo, para nós, mortais sofridos, apenas a opção de adaptação, seja ao que for.
domingo, 4 de abril de 2010
Sonho?
Medo de acordar!
Sonho?
Ilusão?
Melhor descobrir logo?
As duvidas prevalecem....
mas mesmo assim!
é bom voltar a Sonhar!
a vida sem sonho andava bem sem graça.
O bom é sentir-se vivo, e estou!
Sonho?
Ilusão?
Melhor descobrir logo?
As duvidas prevalecem....
mas mesmo assim!
é bom voltar a Sonhar!
a vida sem sonho andava bem sem graça.
O bom é sentir-se vivo, e estou!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Chorinho para Amiga
Se fosses louca por mim, ah eu dava pantana, eu corria na praça, eu te chamava para ver o afogado. Se fosses louca por mim, eu nem sei, eu subia na pedra mais alto, altivo e parado, vendo o mundo pousado a meus pés. Oh, por que não me dizes, morena, que és louca varrida por mim? Eu te conto um segredo, te levo à boate, eu dou vodca pra você beber! Teu amor é tão grande, parece um luar, mas lhe falta a loucura do meu. Olhos doces os teus, com esse olhar de você, mas por que tão distante de mim? Lindos braços e um colo macio, mas porque tão ausentes dos meus? Ah, se fosses louca por mim, eu comprava pipoca, saía correndo, de repente me punha a cantar. Dançaria convosco, senhora, um bailado nervoso e sutil. Se fosses louca por mim, eu me batia em duelo sorrindo, caía a fundo num golpe mortal. Estudava contigo o mistério dos astros, a geometria dos pássaros, declamando poemas assim: "Se eu morresse amanhã... Se fosses louca por mim... ". Se você fosse louca por mim, ô maninha, a gente ia ao Mercado, ao nascer da manhã, ia ver o avião levantar. Tanta coisa eu fazia, ó delícia, se fosses louca por mim! Olha aqui, por exemplo, eu pegava e comprava um lindo peignoir pra você. Te tirava da fila, te abrigava em chinchila, dava até um gasô pra você. Diz por que, meu anjinho, por que tu não és louca-louca por mim? Ai, meu Deus, como é triste viver nesta dura incerteza cruel! Perco a fome, não vou ao cinema, só de achar que não és louca por mim. (E no entanto direi num aparte que até gostas bastante de mim...). Mas não sei, eu queria sentir teu olhar fulgurar contra o meu. Mas não sei, eu queria te ver uma escrava morena de mim. Vamos ser, meu amor, vamos ser um do outro de um modo total? Vamos nós, meu carinho, viver num barraco, e um luar, um coqueiro e um violão? Vamos brincar no Carnaval, hein, neguinha, vanios andar atrás do batalhão? Vamos, amor, fazer miséria, espetar uma conta no bar? Você quer quer eu provoque uma briga pra você torcer muito por mim? Vamos subir no elevador, hein, doçura, nós dois juntos subindo, que bom! Vamos entrar numa casa de pasto, beber pinga e ceveja e xingar? Vamos, neguinha, vamos na praia passear? Vamos ver o dirigível, que é o assombro nacional? Vamos, maninha, vamos, na rua do Tampico, onde o pai matou a filha, ô maninha, com a tampa do maçarico? Vamos maninha, vamos morar em jurujuba, andar de barco a vela, ô maninha, comer camarão graúdo? Vem cá, meu bem, vem cá, meu bem, vem cá, vem cá, vem cá, se não vens bem depressinha, meu bem, vou contar para o seu pai. Ah, minha flor, que linda, a embriaguez do amor, dá um frio pela espinha, prenda minha, e em seguida dá calor. És tão linda, menina, se te chamasses Marina, eu te levava no banho de mar. És tão doce, beleza, se te chamasses Teresa, eu teria certeza, meu bem. Mas não tenho certeza de nada, ó desgraça, ó ruína, ó Tupá! Tu sabias que em ti tem taiti, linda ilha do amor e do adeus? tem mandinga, tem mascate, pão-de-açúcar com café, tem chimborazo, kamtchaka, tabor, popocatepel? tem juras, tem jetaturas e até danúbios azuis, tem igapós, jamundás, içás, tapajós, purus! – tens, tens, tens, ah se tens! tens, tens tens, ah se tens! Meu amor, meu amor, meu amor, que carinho tão bom por você, quantos beijos alados fugindo, quanto sangue no meu coração! Ah, se fosses louca por mim, eu me estirava na areia, ficava mirando as estrelas. Se fosses louca por mim, eu saía correndo de súbito, entre o pasmo da turba inconsútil. Eu dizia : Woe is me! Eu dizia: helàs! pra você… Tanta coisa eu diria que não há poesia de longe capaz de exprimir. Eu inventava linguagem, só falando bobagem, só fazia bobagem, meu bem. Ó fatal pentagrama, ó lomas valentinas, ó tetrarca, ó sevícia, ó letargo! Mas não há nada a fazer, meu destino é sofrer: e seria tão bom não sofrer. Porque toda a alegria tua e minha seria, se você fosse louca por mim… Mas você não é louca por mim... Mas você não é louca por mim...
[Vinicius de Moraes]
quarta-feira, 24 de março de 2010
Preciso dizer que te Amo
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto
[Dé, Bebel, Cazuza]
segunda-feira, 22 de março de 2010
o Amor não tira Férias
Destaque nessa cena para:
“Eu sei como é se sentir extremamente pequena e insignificante
E como isso dói em lugares que você nem sabia que existiam em você
E não importa quantos cortes de cabelo,
quantas academias você freqüenta,
Ou quantas garrafas você toma com suas amigas.
Você continua indo pra cama todas as noites repassando todos os detalhes
E se pergunta o que fez de errado, ou como pode ter entendido errado
Ou como pode imaginar que era tão feliz?”
sexta-feira, 19 de março de 2010
Controle sem Controle Parte II
É desesperador!
Nossa,
como é terrível o incomodo que se espalha pelo corpo, de ponta a ponta
Uma sensação de total falta de concentração, de limites próprios, uma falta de empenho pelas coisas simples corriqueiras do dia a dia, sem falar na já mencionada ansiedade.
ai... quantos sintomas, pareço não caber em mim mesma, nem em meu corpo, nem em minha alma, em casa, no mundo...
acho que não estou cabendo no mundo! Não há lugar.
Tudo muito grande, em borbulhas, sem limites e incontroláveis, um ódio, uma irá, uma impotência pra resolver da forma que gostaria, falta de pulso, nossa... como sou incompetente! não consigo dar limites a mim mesma, limitar minha própria vida.
É duro quando a solução pra seus problemas não depende exclusivamente de si mesmo, depender de terceiros é um castigo, depender é estar fadado a esperas, geralmente inúteis, principalmente se o que se deseja e espera desse terceiro é algo que este, não pode te fornecer, não com o tempo que se está disposto a esperar.
Ai a espera!
Vendo os segundos brincarem enquanto pulam de um para outro, vendo os minutos, vagarosamente rastejar, como se uma década, fosse sua marca de chegada e transição, vendo as horas se transformarem em vidas inteiras, sofridas, que nos estafam, nos derruba a aparência, os cabelos e os dentes.
Ah, maldito tempo, que não trabalha a nosso favor em momento algum, quando se deseja algo dele, ele nos presenteia com o total oposto, oh... que adorável presente.
Não adianta imaginar, como gostaria que as coisas fossem elas são como devem ser, realidade geralmente intragável, difícil de engolir, como um alimento nada saboroso, ou um xarope amargo, e que deixa seus vestígios em cada canto da boca e garganta.
Imaginar é como um sonho bom...
e assim como dos sonhos, sempre acordamos, por muitas vezes na melhor parte.
O que são os desejos, por que tem tanta força sobre nós?
Ah, mas que bobagem, sejamos realistas, por que os desejos tem tanta força sobre mim? Afinal isso tudo é sobre mim, sobre minhas esperanças, sonhos, ansiedades e desejos...
muitos desejos, não realizados.
Os desejos são a verdadeira causa de toda essa loucura, falta e excesso de sentidos, a falta de controle, e a imaginação, é o gancho de esquerda, que te acerta, sem dó, e o resultado é esse confuso e perturbado desabafo, uma mente que borbulha, por não poder exercer o que o corpo a mente e o resto desejam, imaginam, anseiam, com total força, entretanto sem resultado algum.
Quanto esforço inútil.
Essa é mais uma Sexta Feira.
Nossa,
como é terrível o incomodo que se espalha pelo corpo, de ponta a ponta
Uma sensação de total falta de concentração, de limites próprios, uma falta de empenho pelas coisas simples corriqueiras do dia a dia, sem falar na já mencionada ansiedade.
ai... quantos sintomas, pareço não caber em mim mesma, nem em meu corpo, nem em minha alma, em casa, no mundo...
acho que não estou cabendo no mundo! Não há lugar.
Tudo muito grande, em borbulhas, sem limites e incontroláveis, um ódio, uma irá, uma impotência pra resolver da forma que gostaria, falta de pulso, nossa... como sou incompetente! não consigo dar limites a mim mesma, limitar minha própria vida.
É duro quando a solução pra seus problemas não depende exclusivamente de si mesmo, depender de terceiros é um castigo, depender é estar fadado a esperas, geralmente inúteis, principalmente se o que se deseja e espera desse terceiro é algo que este, não pode te fornecer, não com o tempo que se está disposto a esperar.
Ai a espera!
Vendo os segundos brincarem enquanto pulam de um para outro, vendo os minutos, vagarosamente rastejar, como se uma década, fosse sua marca de chegada e transição, vendo as horas se transformarem em vidas inteiras, sofridas, que nos estafam, nos derruba a aparência, os cabelos e os dentes.
Ah, maldito tempo, que não trabalha a nosso favor em momento algum, quando se deseja algo dele, ele nos presenteia com o total oposto, oh... que adorável presente.
Não adianta imaginar, como gostaria que as coisas fossem elas são como devem ser, realidade geralmente intragável, difícil de engolir, como um alimento nada saboroso, ou um xarope amargo, e que deixa seus vestígios em cada canto da boca e garganta.
Imaginar é como um sonho bom...
e assim como dos sonhos, sempre acordamos, por muitas vezes na melhor parte.
O que são os desejos, por que tem tanta força sobre nós?
Ah, mas que bobagem, sejamos realistas, por que os desejos tem tanta força sobre mim? Afinal isso tudo é sobre mim, sobre minhas esperanças, sonhos, ansiedades e desejos...
muitos desejos, não realizados.
Os desejos são a verdadeira causa de toda essa loucura, falta e excesso de sentidos, a falta de controle, e a imaginação, é o gancho de esquerda, que te acerta, sem dó, e o resultado é esse confuso e perturbado desabafo, uma mente que borbulha, por não poder exercer o que o corpo a mente e o resto desejam, imaginam, anseiam, com total força, entretanto sem resultado algum.
Quanto esforço inútil.
Essa é mais uma Sexta Feira.
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