Demorei pra começar a deixar cicatrizar feridas profundas que a tempos me ardiam a carne, feridas que alem de não secarem, volta e meia eu tornava a cutucar, e o pior é que cada vez mais fundo, como se enfiar o dedo na ferida e arrancar aquela casquinha pequena, de uma película frágil e que custara tanto a se formar, fosse me ajudar em alguma coisa, quanta burrice, será que ninguém nunca me falo que em cicatrizes a gente não mexe pra que ela feche e suma mais rápido?
Ok, talvez muitas pessoas tenham me falado, mas sabe como são as crianças, sempre esperam aquele machucado começar a melhorar pra rançar a casca, o motivo, não sei dizer! Assim fui eu por muito tempo, pra não dizer anos!
Retirando casquinha após casquinha, cutucando e aprofundando cada vez mais, uma ferida que com o tempo, deixara de ser curada naturalmente, para se tornar um problema crônico, quase incurável, sendo necessário, talvez quem sabe, recorrer ao triste e doloroso recurso de amputação, chegando ao ponto de se constatar que, sim!!! Melhor viver sem esse membro, sem essa parte, do que permanecer a prejudicar, algo que já caminha pra caso sem solução.
Entretanto, quando se chega ao ponto de não haver solução é que as coisas se ajeitam, pois, se não há solução, ora o que se vai fazer, o ideal e o natural, é que se encare o problema de frente, e deixe de procurar soluções e saídas, afinal não existe remédio, logo, remediado está, assim dizem os mais experientes, quem sou eu para questionar, tal argumento??
Então assim me encontro, me enquadro em um quadro de total readaptação, já conformando-me com a ausência dessa parte, desse “membro” que compunha minha vida, minha alma, meu corpo, e que por muito tempo, fizera parte integrante e fundamental, que me completava.
E mesmo nessa situação, á que se admitir! A vida, ela segue, seja sem um dedo, sem um braço, muitas vezes sem um rim, partes importantes de nosso corpo são retiradas, e a base de muito esforço seguimos a diante, e encontramos formas de viver... novas formas de viver!
O importante é adaptar-se a essa nova realidade, e entender que o que se foi, ou o que se teve, jamais ira voltar, afinal está longe se ser o Mcfly, em De Volta para o Futuro, e não podemos voltar no tempo e modificá-lo, para nós, mortais sofridos, apenas a opção de adaptação, seja ao que for.
Ok, talvez muitas pessoas tenham me falado, mas sabe como são as crianças, sempre esperam aquele machucado começar a melhorar pra rançar a casca, o motivo, não sei dizer! Assim fui eu por muito tempo, pra não dizer anos!
Retirando casquinha após casquinha, cutucando e aprofundando cada vez mais, uma ferida que com o tempo, deixara de ser curada naturalmente, para se tornar um problema crônico, quase incurável, sendo necessário, talvez quem sabe, recorrer ao triste e doloroso recurso de amputação, chegando ao ponto de se constatar que, sim!!! Melhor viver sem esse membro, sem essa parte, do que permanecer a prejudicar, algo que já caminha pra caso sem solução.
Entretanto, quando se chega ao ponto de não haver solução é que as coisas se ajeitam, pois, se não há solução, ora o que se vai fazer, o ideal e o natural, é que se encare o problema de frente, e deixe de procurar soluções e saídas, afinal não existe remédio, logo, remediado está, assim dizem os mais experientes, quem sou eu para questionar, tal argumento??
Então assim me encontro, me enquadro em um quadro de total readaptação, já conformando-me com a ausência dessa parte, desse “membro” que compunha minha vida, minha alma, meu corpo, e que por muito tempo, fizera parte integrante e fundamental, que me completava.
E mesmo nessa situação, á que se admitir! A vida, ela segue, seja sem um dedo, sem um braço, muitas vezes sem um rim, partes importantes de nosso corpo são retiradas, e a base de muito esforço seguimos a diante, e encontramos formas de viver... novas formas de viver!
O importante é adaptar-se a essa nova realidade, e entender que o que se foi, ou o que se teve, jamais ira voltar, afinal está longe se ser o Mcfly, em De Volta para o Futuro, e não podemos voltar no tempo e modificá-lo, para nós, mortais sofridos, apenas a opção de adaptação, seja ao que for.

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