Páginas

sexta-feira, 19 de março de 2010

Controle sem Controle Parte II

É desesperador!
Nossa,
como é terrível o incomodo que se espalha pelo corpo, de ponta a ponta
Uma sensação de total falta de concentração, de limites próprios, uma falta de empenho pelas coisas simples corriqueiras do dia a dia, sem falar na já mencionada ansiedade.
ai... quantos sintomas, pareço não caber em mim mesma, nem em meu corpo, nem em minha alma, em casa, no mundo...
acho que não estou cabendo no mundo! Não há lugar.
Tudo muito grande, em borbulhas, sem limites e incontroláveis, um ódio, uma irá, uma impotência pra resolver da forma que gostaria, falta de pulso, nossa... como sou incompetente! não consigo dar limites a mim mesma, limitar minha própria vida.
É duro quando a solução pra seus problemas não depende exclusivamente de si mesmo, depender de terceiros é um castigo, depender é estar fadado a esperas, geralmente inúteis, principalmente se o que se deseja e espera desse terceiro é algo que este, não pode te fornecer, não com o tempo que se está disposto a esperar.
Ai a espera!
Vendo os segundos brincarem enquanto pulam de um para outro, vendo os minutos, vagarosamente rastejar, como se uma década, fosse sua marca de chegada e transição, vendo as horas se transformarem em vidas inteiras, sofridas, que nos estafam, nos derruba a aparência, os cabelos e os dentes.
Ah, maldito tempo, que não trabalha a nosso favor em momento algum, quando se deseja algo dele, ele nos presenteia com o total oposto, oh... que adorável presente.
Não adianta imaginar, como gostaria que as coisas fossem elas são como devem ser, realidade geralmente intragável, difícil de engolir, como um alimento nada saboroso, ou um xarope amargo, e que deixa seus vestígios em cada canto da boca e garganta.
Imaginar é como um sonho bom...
e assim como dos sonhos, sempre acordamos, por muitas vezes na melhor parte.
O que são os desejos, por que tem tanta força sobre nós?
Ah, mas que bobagem, sejamos realistas, por que os desejos tem tanta força sobre mim? Afinal isso tudo é sobre mim, sobre minhas esperanças, sonhos, ansiedades e desejos...
muitos desejos, não realizados.
Os desejos são a verdadeira causa de toda essa loucura, falta e excesso de sentidos, a falta de controle, e a imaginação, é o gancho de esquerda, que te acerta, sem dó, e o resultado é esse confuso e perturbado desabafo, uma mente que borbulha, por não poder exercer o que o corpo a mente e o resto desejam, imaginam, anseiam, com total força, entretanto sem resultado algum.

Quanto esforço inútil.
Essa é mais uma Sexta Feira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário