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segunda-feira, 8 de março de 2010

Pedras no caminho


Há tempos, não vivo de ti,
Hoje vivo de mim!

E aprendendo a viver de mim,
que ironia...
Encontro-me a Ti!

Quantos mistérios... Quantas voltas...
Quantas pedras precisei rancar a duras penas, do caminho.
Vendo as mãos escorrerem em sangue, e o suor, entupir os poros,
De tanta força, d
e tanto esforço,
Para fazer desse caminho, menos duro, mais sereno.

Agora, sem tantos pedregulhos, injustos, mal intencionados,
Podendo olhar a diante, que seja apenas alguns passos à frente,

Ah! Já é tanto...

Pra quem se via em tão grande breu,
Onde os raios de luz não alcançavam,
Onde a leve brisa não tocava.

Breu que tortura, que esconde as possibilidades...
Falta de brisa tamanha, a ponto de sufocar!

Ah, como doe a falta de ar!

Percebo como é belo, esse “novo” caminho que vejo,

não que seja novo... Mas que seja livre!
Livre pra viver,


- Veja!!! Posso respirar, e de longe... bem de longe... posso ver,

numa pequena fresta... um ponto luz.











Já não vivo de ti,
hoje vivo de mim,







E transpostas tantas pedras, vendo e sentindo, a leve brisa me tocar, e a sombra se ascender...











Nossa...


Elas se parecem tanto com você.

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