Sinto uma vontade enorme de falar e não consigo descobrir sobre o que.
Gostaria de sussurrar minhas idéias malucas, minha duvidas eternas, minhas certezas momentânea, minhas crises diárias em um deslocamento de vento, fosse ao menos uma brisa, e que esses sussurros navegantes em ventos e pudessem carregar com eles boa parte do que lhes foi dito, pra bem longe, pra nunca mais ecoarem dentro de mim, ou pra perto, onde a pessoa certa pudesse me fazer ouvir.
Muito mais fácil seria GRITAR...
Gritar como se estivesse num grande vazio, onde o som ecoasse, e se repetissem tantas e tantas vezes que talvez minha mente entendesse, palavras estas, que sairiam como ferras enjauladas e famintas e desesperadas por sua segurança selvagem.
Ou talvez como um grito em meio a uma multidão...
Já gritei na multidão, você parece esta invisível, ninguém é capaz de ouvir, nem mesmo você. Sua garganta chora a dor do grito, é possível apenas sentir, e impossível reconhecer com exatidão as notas pronunciada nesse imenso vazio, chamado multidão.
É um desabafo em vão...
O desabafo em vão, é o que me lança a esses momentos de intensa reflexão, e nenhum resultado, nem mesmo as milhares de linhas que escrevo, a frente de um computador são capazes de descrever o que realmente me propus a dizer, por vezes penso ser inútil tentar, mas se o vento é incapaz de transportar meus sussurros, se o grito não liberta e nem se faz ouvir, eu temo que apenas as palavras mal escritas cheguem a algum lugar.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Tb quero
ResponderExcluir