Páginas

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ele, desde o Nono


A primeira vista, uma conversa casual, com tema despreocupado... Entretanto nunca esquecido.
Estava lá eu, a imaginar como elaborar uma tarefa, quando sua intromissão incomum, me apeteceu a um raro momento de desprendimento de atenção, introduzindo-me a uma casual conversa, fútil e despretensiosa.



Um rapaz que nunca me aparecera na frente, com um certo ar de quem chegava a pouco tempo, á aquele ambiente de certa maneira hostil.


Na intenção de distrair-me, confesso!
Permiti que um leve e suave flerte percorresse aquele segundos inesperados, o Nono Andar, não teria mais o mesmo significado dali em diante, claro que eu ainda não fazia idéia disso.




A vida seguiu de maneira absolutamente normal, e sem grandes emoções, nem novidades, o fato é que tempos depois... Muito tempo, diga-se de passagem!
De “castigo”, ali sentada estava eu, novamente presa a meu mundo pequeno, de fronteiras intrasponíveis, quando sou interrompida de uma maneira já não desconhecida, com uma questão surpreendente...


Ora, qual a possibilidade de encontrarmos alguém por acaso, que já á viu jogar vídeo game, no alto de seus onze anos, de cabelos despenteados, sentada no chão de sua própria casa? Logicamente, se esse não for um parente próximo, isso nunca aconteceria. No entanto estava eu, ali de fronte a um “ser” nunca antes visto, porem quase intimo...


Desse momento então, a aproximação se tornou algo irremediavelmente impossível de evitar, tantas eram as coisas em comum, e que a cada momento surgiam... Desde o Nono Andar, com as Fotografias, até tantas outras estórias que a cada novo dia, se escreviam em verde e rosa.
Mesmos pensamentos, mesmos desejos, estórias deliciosamente fantásticas de serem lidas...


Ah! Como saber o quanto alguém pode entender e entrar em nossa alma?


Este, Menino, com tantas boas falas, para amparar quando preciso, alegrar sempre! e mesmo sem animo, ele de tantas tardes dividida em verde e rosa, com desprendimento pra muitas vezes apenas ler, e procurar entender, se mostrando “onipresente”, sempre "Marcando seu Território", e deixando com que esse pequeno ser, se imaginasse interessante suficiente para deter sua atenção por tanto tempo.


Como explicar? Como entender?


Algumas pessoas chegam e se estabelecem, e nós assistimos parados, sem saber qual o motivo real de sua estada, de sua presença, tão marcante e ao mesmo tempo tão distante.


O que me resta garantir, é que em todo Andar em que esteja, pode haver uma nova historia a ser escrita, e em cada momento intimo, mesmo os mais banais, podem existir testemunhas.


P/VocÊ^^

Um comentário:

  1. Patéticas, são as coincidências e ironias da vida...desde aquele nono nadar ganhei uma companheira amiga mulher maravilhosa pra vida
    Fada amo vc abrigado pela homenagem!

    ResponderExcluir